LOCALIZAÇÃO DO CAMPUS

A região metropolitana do Rio de Janeiro abriga três grandes remanescentes de vegetação: a Floresta da Pedra Branca, a Floresta da Tijuca e a Floresta do Gericinó-Mendanha. Essas florestas se estendem sobre seus respectivos maciços e áreas adjacentes de baixada, cercadas por uma matriz urbana com diferentes níveis de acesso a serviços essenciais como água e saneamento. 

Mapa FMA

Remanescentes de vegetação no município do Rio de Janeiro. Destacam-se o campus Fiocruz Mata Atlântica, na vertente leste da Floresta da Pedra Branca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, e o campus Manguinhos, zona norte, sede principal da Fiocruz. 

A Floresta da Pedra Branca é o maior remanescente florestal em área urbana do mundo. Uma parte significativa dessa floresta é protegida pelo Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB). Ele cobre todas as áreas do Maciço da Pedra Branca a partir da cota altitudinal de 100 metros, além de outras pequenas unidades de conservação, totalizando mais de 12 mil hectares de área protegida. 

Vista aérea do Pavilhão Olympio da Fonseca Filho, sede administrativa da Fiocruz Mata Atlântica, destacando a arquitetura e a integração do edifício com a paisagem ao redor. 

O campus da Fiocruz Mata Atlântica está localizado na vertente leste da Floresta da Pedra Branca, parcialmente sobreposto ao PEPB, na região da Colônia Juliano Moreira, bairro de Jacarepaguá. O campus possui uma área de aproximadamente 500 hectares (cerca de 5 milhões de metros quadrados) e inclui remanescentes de Floresta Ombrófila Densa de Baixada (cota altitudinal ≤ 50 metros) e Submontana (50–500 metros).  

Vista parcial do campus Fiocruz Mata Atlântica, capturada a partir do Morro da Pedreira, destacando o Morro Dois Irmãos e a baixada da Barra da Tijuca ao fundo. 

Atualmente, a floresta de baixada é composta por uma vegetação em diferentes estágios de degradação. Isso é resultante do uso e ocupação do solo, desde a produção de cana-de-açúcar por antigos engenhos, carvoarias, e, mais recentemente, por cultivos realizados pelos internos dos antigos hospitais que funcionaram na área. A área tem a presença de seis comunidades com baixos a médios índices de desenvolvimento social. Essas comunidades estão conectadas em diferentes níveis à malha urbana dos bairros de Jacarepaguá. Os impactos recentes são causados pela ausência de serviços públicos de abastecimento de água e saneamento e pela soltura de animais como bovinos e equinos, que pastoreiam na área, prejudicando a regeneração das áreas em recuperação e restauradas. 

Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica

Todas as áreas do campus definidas em seu plano diretor como não edificáveis devido à sua importância para conservação e restauração ecológica compõem a Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica. Esta estação, estabelecida pela Portaria 522/2016-PR, serve como um laboratório natural para estudos em biodiversidade e saúde, promovendo a pesquisa, conservação e manejo da biodiversidade e apoiando ações voltadas para a preservação do patrimônio natural. 

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