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Fiocruz Mata Atlântica promove Capacitação em Tuberculose para Agentes Comunitários de Saúde

No dia 30 de julho, a Fiocruz Mata Atlântica da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) promoveu a Capacitação em Tuberculose (TB) para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da região da CAP 4.0 que abrange o território da Colônia Juliano Moreira (CJM). Essa iniciativa faz parte das atividades do projeto – Determinantes Sociais da Saúde: intervenções intersetoriais na promoção da saúde, em territórios vulneráveis, aprovado no edital Inova FioPromoS 2023; e com apoio financeiro da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA2030) por meio do 2° Edital para Projetos e Ações Estratégicas Terra 2030.

“O objetivo do projeto é fortalecer e aprimorar o SUS em territórios com vulnerabilidade social, com o enfrentamento das iniquidades em saúde para a melhoria dos Determinantes Sociais da Saúde local. No contexto das capacitações dos ACS, as escolhas dos temas abordados são pautadas nas demandas trazidas pelos próprios ACS e alinhadas com os indicadores de saúde da CAP 4.0. A Tuberculose ainda é um desafio para a saúde pública, principalmente no diagnóstico precoce da doença em áreas com vulnerabilidade social. Nesse contexto, o profissional estratégico é o ACS, pois é quem pode fazer a diferença na identificação dos sinais e sintomas de alerta para sugerir a investigação, além do acompanhamento do tratamento e dos contatos do paciente para interromper o ciclo da doença com suas visitas domiciliares nos territórios”, explica, Isabel Bonna, Coordenadora do Escritório Técnico em Saúde Humana da Fiocruz Mata Atlântica, responsável pela atividade.

A Assessora Técnica da Coordenação de Atenção da VPAAPS/Fiocruz, Ana Lourdes da Costa Rocha apresentou a palestra “Tuberculose: Histórias, avanços no diagnóstico, tratamento, vigilância e desafio no controle da doença atualmente”. Segundo Ana Lourdes, “é o ACS quem faz o elo entre a comunidade e a Rede do SUS. É um profissional importante no combate à tuberculose, pois é o ACS que tem o diálogo com as famílias em seus territórios e irá identificar os primeiros sinais e sintomas da doença. O que impacta diretamente no diagnóstico precoce da doença, na adesão ao tratamento, na busca ativa de abandono de tratamento e no combate à estigmatização à doença”.

A Capacitação ainda contou com a palestra “Arquitetura e Saúde” ministrada por Carmen Beatriz Silveira, Assessora da Coordenação da Fiocruz Mata Atlântica com apoio das arquitetas urbanistas Isis Piauy Silva Mendes e Thamirez Martins dos Santos, o qual apresentaram o Projeto Moradia Saudável desenvolvido no território da CJM e seu impacto na saúde dos moradores.

Capacitação em Tuberculose_ACS 4

A palestra “O enfretamento da tuberculose – orientação para Agentes Comunitários” foi apresentada pelas enfermeiras Suzana Maria de Souza e Gehovânia Rosa Neves, coordenadoras da CAP 4.0 da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio. “É o ACS que tem o olhar em identificar os sintomas respiratórios nas oportu nidades de encontro com a comunidade, e é quem irá encaminhar os casos suspeitos da doença para as unidades de saúde do território para uma avaliação e a realização do exame de escarro. O ACS tem em seu material de trabalho de campo, o pote coletor de escarro para exame de tuberculose e enviá-lo para a unidade de saúde proceder com o diagnóstico que poderá indicar exames adicionais como radiografias, biópsias e tomografias. Mas, o passo inicial no diagnóstico para doença são os ACS que irão possibilitar. A Área de abrangência da CAP 4.0 é uma região de alta incidência de Tuberculose, o que necessita uma atenção maior para reduzir essa incidência e a resistência aos medicamentos disponíveis para o tratamento, aumentar os casos de cura e a adesão ao tratamento sem abandono”, falou Gehovânia Rosa Neves.

“A Capacitação para ACS é uma atividade que a Fiocruz Mata Atlântica desenvolve com a missão de fortalecimento do SUS e promoção da Saúde”, ressalta, Luciene Afonso, do Escritório Técnico em Saúde Humana da Fiocruz Mata Atlântica, e organizadora da ação junto com Isabel Bonna. Não é à toa que a Tuberculose foi um dos temas escolhidos. Segundo o Boletim Epidemiológico de Tuberculose do Ministério da Saúde, o Brasil é um dos únicos países das Américas que ainda constam nas listas de países de alta carga da Organização Mundial de Saúde. Isso configura um cenário alarmante de mais de 80 mil casos novos e 6 mil mortes anuais.

Vale ressaltar que eliminar a TB como problema de saúde pública até 2030 é uma prioridade do MS e é uma meta da Agenda 2030. Embora o diagnóstico e o tratamento sejam universais e oferecidos para toda população pelo SUS, ainda existem barreiras para o acesso aos serviços de saúde, incluindo dificuldades no diagnóstico e demora no início do tratamento, além da persistência de estigma e discriminação relacionados à doença.

Isis Breves
Jornalista

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