A Fiocruz Mata Atlântica (FMA) é vinculada à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sob as premissas da determinação social da saúde, da indissociação entre saúde humana, animal e ambiental, do fortalecimento do SUS e da Agenda 2030, a FMA atua na promoção de territórios sustentáveis e saudáveis, pelo estímulo, desenvolvimento, aplicação, fortalecimento e disseminação de práticas de promoção da saúde e desenvolvimento sustentável. Isso contribui para a formulação e implementação de intervenções transformadoras das condições de saúde e vida em territórios vulnerabilizados e adjacentes a ambientes naturais. Além disso, a FMA atua no fortalecimento, criação e implementação de políticas públicas de saúde. Em escala nacional, coordena uma rede de pesquisas sobre microrganismos de potencial zoonótico e apoia ações de vigilância epidemiológica.
Áreas de atuação
- Assessoria sociotécnica para habitações saudáveis
- Conservação, restauração ecológica e manejo da biodiversidade
- Educação socioambiental
- Formação para profissionais da atenção básica à saúde
- Pesquisas em biodiversidade, ambiente e saúde
- Pesquisas em cultura, religião, saúde e meio ambiente
- Pesquisas em memória institucional
- Promoção da saúde na atenção básica
- Regularização fundiária e urbanística como garantia ao direito à terra
- Saneamento ecológico
- Soberania e segurança alimentar e nutricional, agricultura urbana, agroecologia e economia solidária
- Vigilância de zoonoses (apoio a serviços)
Colaboradores internos:
- Centro de Inovação em Biodiversidade e Saúde (Farmanguinhos/Fiocruz)
- Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP)
- Instituto de Ciência e Tecnologia de Biomodelos (ICTB)
- Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)
- Instituto Oswaldo Cruz (IOC)
- Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS/VPAAPS)
- Terrapia - Alimentação Viva na Promoção da Saúde / ENSP
- Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV)
- Agenda de Saúde e Agroecologia (VPAAPS)
- Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Colaboradores externos:
- Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ)
- Coordenadoria de Saúde 4.0 da Secretaria Municipal de Saúde (CAP 4.0)
- Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
- Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)
- Instituto Pasteur de São Paulo
- Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ)
- Movimento Baía Viva
- Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ)
- Universidade Estácio de Sá
- Universidade Federal do ABC (UFABC)
- Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
- Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde
- Superintendência do Patrimônio da União (SPU)
- Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)
- Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ)
- Rede Carioca de Agricultura Urbana (Rede CAU)
- Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA)
- Cooperação e Apoio a Projetos de Inspiração Alternativa (Capina)
- Fundação Angelica Goulart (FAG)
- Museu Bispo do Rosário / Arte e Horta e CIA
TERRITÓRIOS SUSTENTÁVEIS E SAUDÁVEIS
A FMA atua na promoção de territórios sustentáveis e saudáveis na região da Floresta da Pedra Branca e em oito aldeias indígenas localizadas nos municípios de Maricá, Angra e Paraty, no Estado do Rio de Janeiro. Nesses territórios, atuamos sob a premissa da determinação social da saúde e eixos prioritários da VPAAPS. Algumas referências externas e internas da Fiocruz importantes incluem a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 e o Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Fiocruz (PITSS). As ações estão concentradas em
Nesse campo, nossas ações estão organizadas nas áreas de cooperação social, saúde ambiental e saúde urbana e são desenvolvidas por meio da atuação integrada e colaborativa de nossos escritórios técnicos com outras unidades da Fiocruz e instituições parceiras.
Áreas temáticas de atuação da Fiocruz Mata Atlântica, vinculada à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fundação Oswaldo Cruz.
Floresta da Pedra Branca
Territórios Indígenas
Atualmente, a FMA coordena um Acordo de Cooperação Técnica entre a Fiocruz e o Movimento Baía Viva para ações de promoção da saúde e desenvolvimento sustentável em oito aldeias indígenas do Rio de Janeiro. Nesses territórios, as ações visam contribuir com segurança alimentar, saneamento ambiental, melhoria das moradias, saúde ambiental, cultivo de plantas com potencial medicinal, agrofloresta, restauração ecológica e uso sustentável da biodiversidade. Elas fomentam a geração de trabalho e renda com a cadeia produtiva da restauração ecológica e fortalecimento das atividades já desenvolvidas, como artesanato.
EDUCAÇÃO
Trilha interpretativa
A Trilha Interpretativa é uma atividade desenvolvida ao longo de um trecho de 1,5 km de floresta no campus Fiocruz Mata Atlântica, culminando na Cachoeira da Escada D’água, que abastece cerca de 245 famílias locais. Com o objetivo de promover a conservação ambiental, a trilha convida os visitantes a se conectarem com a natureza, apurando os sentidos e refletindo sobre questões ambientais durante a caminhada de 2 horas. A atividade, realizada em grupos de até 20 pessoas, inclui paradas para interpretação ambiental e incentiva a participação ativa dos visitantes. Clique aqui para saber mais.
Sala Verde
A Sala Verde da Fiocruz Mata Atlântica é um espaço dedicado à educação ambiental, cidadania e conservação da biodiversidade na Floresta da Pedra Branca. Inaugurada em maio de 2024, promove atividades de conscientização sobre sustentabilidade e desenvolvimento socioambiental. Desde sua abertura, já recebeu mais de 600 visitantes, incluindo alunos, professores, pesquisadores e moradores locais. Esse projeto recebeu a certificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima como referência nacional em educação ambiental e inclusão social. Clique aqui para saber mais.
Clubinho da Mata
O Clubinho da Mata, criado em 2016 no campus Fiocruz Mata Atlântica, é um programa anual de educação não formal que promove atividades lúdicas e reflexivas para crianças de 6 a 11 anos e suas famílias da região da Colônia Juliano Moreira. Com uma abordagem Freiriana fundamentada no diálogo, o programa visa superar iniquidades sociais e fomentar a saúde urbana e ambiental, sustentabilidade e autogestão familiar. As oficinas, realizadas com a participação das equipes técnicas da FMA e colaboradores externos, abordam temas como aproveitamento integral dos alimentos e plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Ao longo das edições anuais, identificou-se que a maioria das responsáveis pelas crianças participantes eram mulheres chefes de família, muitas delas no mercado informal ou desempregadas. Para apoiar essas mulheres, iniciou-se um processo de construção coletiva, definindo temas em saúde, sustentabilidade, economia popular e autogestão familiar. Toda a produção alimentar das oficinas é consumida pelas crianças nas atividades. Clique aqui para saber mais.
Cursos de formação
A Fiocruz Mata Atlântica oferece cursos gratuitos desde 2012, formando mais de 200 cursistas em temas como Restauração Ecológica, Viveirista, Abelhas Nativas, Produção de Mudas, Árvores Úteis, Agrofloresta, Meliponicultura e Identificação Botânica. Esses cursos, ministrados por profissionais capacitados, visam fortalecer a cadeia de restauração ecológica, fomentar a geração de renda e criar multiplicadores para a formação de territórios sustentáveis e saudáveis, promovendo o compartilhamento de saberes com os comunitários. Clique aqui para saber mais.
Capacitações para Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
As capacitações acontecem a cada três meses na Fiocruz Mata Atlântica em parceria com a CAP 4.0 da Prefeitura do Rio de Janeiro, com temas do Calendário da Saúde do MS ou temas em saúde de demanda do território. Iniciadas em 2022, as capacitações reforçam a conduta desses profissionais nos temas de saúde abordados, destacando suas atuações nos territórios. No desenvolvimento e exposição dos temas em saúde são convidados profissionais de referência da Fiocruz e de instituições parceiras, para a troca de conhecimento. Em outubro de 2025, está previsto a Primeira Conferência em Saúde para ACS, com a “Mostra de Saberes e Fazeres da Saúde nos Territórios” que premiará a melhor iniciativa realizada por ACS na Atenção Básica.
PESQUISA
Biodiversidade, ambiente e saúde
A FMA desenvolve projetos na interface entre biodiversidade e saúde na Mata Atlântica e outros biomas. Em escala local, a FMA desenvolve um projeto de longa duração para o levantamento e monitoramento da biodiversidade local, incluindo plantas, animais e microrganismos, intitulado Biota Pedra Branca. Coordena também um projeto em rede para prospecção de patógenos de potencial zoonótico e seus impactos na saúde animal e humana na cidade do Rio de Janeiro. O projeto inclui pesquisas em morcegos, saguis, roedores, marsupiais, animais domésticos e outros potenciais hospedeiros.
Em escala ampliada, coordena o projeto “Rede de prospecção e monitoramento de agentes zoonóticos associados a morcegos no Brasil”, que reúne pesquisadores da Fiocruz e outras instituições para avaliar a ocorrência e distribuição de 10 famílias virais, além de bactérias zoonóticas, tripanosomatídeos (como Trypanosoma cruzi) e fungos em morcegos.
Memória, religião e ambiente
Entre 2009 e 2013, foi realizado o projeto “Fortalecimento da cidadania – A memória Social da Colônia Juliano Moreira” entre outros produtos, houve a elaboração de dois capítulos do livro “O asilo e a cidade – Histórias da Colônia Juliano Moreira”, publicado em 2015, e impulsionou pesquisas sobre práticas religiosas na Colônia Juliano Moreira e o seu entorno. Nesta linha ainda está incluída a tese de doutorado, defendida em 2017, e publicada, em 2023, com o título “A interface entre política e cultura nas Comunidades Eclesiais de Base”. No ano de 2023, foi lançado o documentário “Doce Colônia” sobre a memória da criação de abelhas na Colônia Juliano Moreira. Em 2024, foi dado início ao projeto “Iniciativas de conservação na zona de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Branca” que procura compreender as relações entre práticas religiosas e conservação ambiental.
Memória institucional
Desde 2023, está em andamento o projeto “Memória do Horto-Escola da Fiocruz Mata Atlântica”. Em 2025, teve início o projeto “Memória institucional da Fiocruz Mata Atlântica: marcos institucionais e pessoas”.
Promoção da saúde
A FMA desenvolveu o jogo de tabuleiro “O lúdico na promoção da saúde com adolescentes e jovens: empatia e comunicação não violenta no jogo de tabuleiro #TAMOJUNTO”, visando promover diálogos e mediação de conflitos para a promoção da saúde. Após o lançamento, seguimos avaliando e ajustando o jogo para maior jogabilidade, motivação, compreensão e reflexão sobre os conteúdos abordados; ajuste da idade mínima; verificação da necessidade de mediação ou oficinas prévias; avaliação de estratégias para uso em escolas públicas; e adaptação ao formato Print & Play.
Estágio e iniciação científica na Fiocruz Mata Atlântica
Para estudantes de graduação, há oportunidades de estágio remunerado e bolsas de iniciação científica por meio do Programa de Estágio Curricular da Fiocruz (PEC Fiocruz) e do Programa Institucional de Bolsas para Iniciação Científica (IC Mata Atlântica). Veja mais informações em Programas de estágio e iniciação científica.
Clique nos links para saber mais sobre nossas linhas de pesquisa e projetos em desenvolvimento.
APOIO À VIGILÂNCIA DE ZOONOSES
Mediante solicitação da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, apoiamos ações de vigilância de zoonoses associadas a morcegos, com especial atenção ao vírus da raiva. As principais atividades têm ocorrido na Ilha de Marajó, Pará, que registra o maior número de casos de raiva transmitida por morcegos no mundo, com alguns surtos recentes. Nossas iniciativas apoiam o serviço de combate à raiva transmitida por morcegos, coordenado pela Secretaria Estadual de Saúde do Pará, em diferentes municípios da região. Além disso, envolvem a prospecção de outros patógenos e o estudo das interfaces ecológicas que podem favorecer o transbordamento desses patógenos para humanos.