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Nova espécie de Begônia é descoberta no campus da Fiocruz Mata Atlântica

Uma nova espécie de planta, que ocorre no município do Rio de Janeiro, é descoberta pela professora Eliane Jacques, do Departamento de Botânica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em colaboração com a Fiocruz Mata Atlântica. Begonia pedrabrancesis é o nome científico da nova espécie de begônia endêmica encontrada na unidade de conservação da Fiocruz Mata Atlântica (FMA), situada no Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A descoberta de Begonia pedrabrancesis foi publicada recentemente pela revista Phytotaxa no artigo “Three Brazilian species of Begonia (Begoniaceae) from the state of Rio de Janeiro, Brazil”. A nomenclatura da nova espécie de begônia presta homenagem ao Parque Estadual da Pedra Branca, onde situa-se a maior floresta urbana do mundo, localidade na qual a planta foi encontrada.

 “Tudo teve início quando o biólogo da Fiocruz Jaílton Costa, fez a coleta de ramos da planta e nos enviou o material para avaliação. A partir daí, fiz o reconhecimento através das coleções científicas de Begoniaceae depositadas em herbários, juntamente com o estudo sobre as características morfológicas de planta coletada e, assim, foi delimitado as características exclusivas dessa planta para que pudesse ser comprovada a descoberta de uma nova espécie para a Ciência”, explica a taxonomista Eliane da UFRRJ.

Segundo o biólogo Jaílton da Fiocruz, que atua no manejo florestal do campus Fiocruz Mata Atlântica, “no trabalho de campo, que desempenho na Fiocruz, comecei a observar que aquela begônia era diferente, que poderia ser uma nova espécie. Fiz a coleta de todo seu ciclo, nas diferentes estações do ano e encaminhei para o herbário do Departamento de Botânica, Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, da UFRRJ, liderado pela botânica Eliane, que fez a descoberta da nova espécie”.

Nova especie Begonia 2

“Essa espécie é conhecida apenas na localidade do Parque Estadual da Pedra Branca, no município do Rio de Janeiro, área que constitui a zona de amortecimento da unidade de conservação, pertencente à Fiocruz e o nome para descrição da nova espécie foi sugerido pelo Jaílton, para homenagear a região de sua incidência. Begonia pedrabrancesis possui, da área de floresta, uma população de cerca de 60 indivíduos em uma área de 8 m²”, explica a taxonomista Eliane da UFRRJ.

Begonia é o segundo maior gênero em número de espécies endêmicas no estado do Rio de Janeiro, do bioma da Mata Atlântica e está entre os maiores números de espécies ameaçadas de extinção. Uma das atuações da Fiocruz Mata Atlântica é a conservação da biodiversidade nativa da Mata Atlântica, liderada pelo Escritório Técnico de Conservação, Gestão e Restauração Ecológica. “O trabalho de conservação ambiental da Mata Atlântica contempla a eliminação de espécies invasoras, enriquecimento com plantio de espécies nativas, medidas preventivas a incêndios e outros impactos, além do aumento da conectividade de fragmentos florestais para conservação de espécies nativas da Mata Atlântica. Todas essas ações propiciam a manutenção dos microambientes preferenciais delas para que sobrevivam aos impactos gerados pela perda do habitat.explica e finaliza a bióloga coordenadora do Escritório Técnico de Conservação, Gestão e Restauração Ecológica, Dra. Andrea Vanini, da Fiocruz Mata Atlântica.

Isis Breves
Jornalista

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